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Nifomaníaca Lars Von Trier

Finalmente depois de passado o oba de Ninfomaníaca no Brasil, resolvi falar um pouco sobre o filme lançado em janeiro desse ano o filme dirigido e escrito por Lars Von Trier., é uma analogia sobre o sexo não, não é um filme pornô.


A personagem principal do filme é uma jovem chamada Joe, numa das primeiras cenas do filme ela é encontrada muito machucada num beco, quase inconsciente e um homem mais velho Seligman, percebe a mulher sozinha ali e oferece ajuda, ele acaba levando ela pra casa, assim ela que recusou outro tipo de socorro poderia se recuperar e descasar. Ai temos a nossa história, ela começa a contar ao seu bom samaritano sua vida, auto diagnosticada ninfomaníaca, conta a ele algumas de suas muitas experiências sexuais, seu relacionamento com a família em especial o pai, se enxergando como uma pessoa má, relata desde suas primeiras descobertas sexuais, “descobri minha buceta aos 2 anos” até o presente momento.


No Brasil o filme foi dividido em duas partes, muito bem elaborado, com diversas analogias e referencias, como já é característico de Lars (diretor e escritor), o filme conta com cenas eróticas sim, porém a grande jogada e levar os espectadores, a questionarem seus valores morais diante do sexo.

Uma das primeiras cenas de seus relatos mostra uma Joe jovem apostando com sua amiga um premio (chocolates) a jogada é transar com o maior numero de caras possíveis durante uma viagem de trem, nesta cena assim como em tantas outras do filme, existe o questionamento moral. E se fosse uma de suas filhas? E se fossem garotos? Elas não são muito jovens? E por ai vai, a cada novo relato de Joe, Seligma seu ouvinte atencioso, faz sua analogia da situação, o que nos tira do mundo erótico, pois suas analogias vão de pescaria a musica e literatura, na primeira parte do filme Seligma, busca quase convencer Joe através de suas analogias de suas escolhas eram naturais e que sendo assim ela não é uma pessoa ruim.
 
O filme é marcado por textos inteligentes, e interpretações intensas, trágicas e cômicas, como a cena em que a esposa de um de seus amantes, aparece em sua casa após seu marido deixar ela e os filhos pra viver com a Joe. Podemos perceber que pra Joe sua entrega, não tem a ver, com provar sentimentos diversos, e sim prazeres, o que nos leva a questionar mais uma vez, quantos parceiros são necessários para se ter uma vida promiscua? Quanto se trata de nossos desejos até onde podemos ser egoístas?


 Na segunda parte do filme existe uma análise mais profunda sobre amor e sexo, já que Joe se casa com homem por quem tem profunda afinidade, mais ele incapaz de satisfazer a parceira. O amor está realmente acima do sexo? É também nessa parte que temos uma Joe mais velha e numa faze que possa ser considerada decadente, ela passa a ter encontros com outras forma de prazer, ou perversão além de enfrentar alguns dos mostro criados por sua entrega desregrada ao vicio por sexo, sempre acompanhada pelas analogias de seu ouvinte.
Um filme retrata os tabus em giram em torno do sexo feminino, as privações sexuais que todas elas sofrem durante a vida, privações imposta por uma sociedade moralista, e machista, Joe vai contar estes tabus joga na cara da sociedade seu direito a liberdade sexual. 


Mundo Obscuro Zine 

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Uma publicação compartilhada por Natalia Fênix (São Paulo) (@fenixnatalia) em