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E era mais uma vez, ano novo!

Null não era daquelas fãs assíduas por ano novo, ela não sabia por que, só não gostava, não sentia aquela felicidade que todas as pessoas que se reuniam em família para comemorar mais um ano sentiam. Não sentina vontade de sair de casa e ir encontrar os amigos para beber. Não sentia nada.
Para null, era apenas mais um dia, de um mês comum... De um novo ano comum.
Ela se debruçou sobre a grade da sacada de seu apartamento no décimo segundo andar e ficou observando todas aquelas pessoas se encontrando no meio dá Times Square, com ou sem suas famílias, com ou sem seus amigos. Mesmo assim, alegres.
Tomou mais um longo gole de seu champanhe que continha na taça em suas mãos e respirou
fundo olhando para o enorme relógio que todas as pessoas que estavam lá observavam e esperavam ansiosamente para que os ponteiros se juntassem todos em cima, anunciando a chegada de mais um ano.
Faltavam exatamente 37 minutos para a virada tão esperada. 
E mais um gole no champanhe e a taça já se encontrava vazia. 
Ela lentamente saiu da sacada e foi em direção à bancada da cozinha onde a garrafa tão famosa de champanhe descansava. Pegou a mesma e preencheu a taça novamente.
Antes de se deixar levar pela multidão lá fora, ela ouviu seu telefone tocar fazendo com que o silêncio que antes se encontrava pelo apartamento se dissipasse.
Revirando os olhos ela caminhou tranquilamente até o aparelho com sua fiel taça em mãos dando longos goles em seu pequeno trajeto.
Assim que chegou até o mesmo olhou no visor e viu que era null seu amigo, companheiro para várias taças de vinhos e algumas tábuas de queijo, companheiro até mesmo para dividir uma cama, trocar alguns carinhos, alguns beijos e até mesmo uns bons sexos.
- Pode começar a falar null – ela pediu se dirigindo com o telefone – e sua taça, não se esqueça – até a sacada novamente.
- Eu não estou acreditando que você está em casa null! Caramba mulher, é ano novo, dia de festejar, comemorar! Você mora em frente a lindos Times Square, que deve estar lotada de gente, pelo bom Deus saia desse apartamento e vá se juntar ao povão agora, ou eu vou até ai e te puxo pelos seus lindos cabelos até aquela rua e te largo lá e ah! Fico com sua chave do apartamento. – null disparou a falar, estava cansado de ver sua amiga em todas as datas comemorativas, pelo menos em NY, ficar em casa.
- Não estou com animo null. Mas... Eu topo você vir aqui em casa e dividir essa maravilhosa taça de champanhe comigo – ela sorriu travessa, certo, aquele champanhe não estava a ajudando muito.
- Você está tomando champanhe, sozinha, na sua sacada? Oh certo, saia dai já e vá comemorar por mim null, por mim – ele pediu piedoso. Sabia que a amiga não negava nada por ele.
- Oh null null você é um grande desgraçado! – null revirou os olhos saindo da sacada e fechando a porta da mesma. 
- Adeus querida, aproveite seu belo ano novo – e assim a chamada foi finalizada, null sabia que null iria, nem que fosse só para esperar dar a grande badalada e voltar para casa, mas ela iria e isso já estava ótimo.
A mulher seguiu novamente para a cozinha largando sua tão amada taça no balcão e passando a ajeitar o vestido branco que cobria seu corpo... Bom pelo menos até metade da coxa ele cobria.
Pegou celular, chaves e um casaco fino caso precisasse, tratou de por seus saltos e dar uma ultima ajeitada nos longos cabelos castanhos. Maltrataria e mataria null por persuadi-la.
Respirou fundo, já fora de seu apartamento devidamente trancado, e caminhou tranquilamente até o elevador. A maioria das pessoas que moram no seu prédio estava lá fora comemorando essa bela noite de ano novo com seus amigos e familiares, então o andar estava silencioso e escuro, fora do comum.
Ela esperou pacientemente o elevador chegar ao térreo, enquanto deixava com que sua mente trabalhasse fervorosamente em como o seu trabalho tinha mudado sua vida bruscamente a deixando longe de todas as datas comemorativas que Nova York oferecia, incluindo as mais especiais como exemplo: Ação de Graças, Natal, Ano Novo.
Na noite de ação de graças, null descongelou uma boa lasanha e a comeu enquanto assistia um episódio qualquer de um seriado qualquer. No natal não foi diferente, porém em vez de lasanha, ela acabou descongelando uma daquelas pizzas caseiras.
Consultando o relógio do seu celular, agora faltavam exatos 10 minutos para o tão esperado ano novo.
Assim que o elevador parou e abriu as portas, null caminhou em direção à porta de entrada do apartamento a abrindo com certa dificuldade. Saiu do prédio e parou na calçada observando todas aquelas pessoas tontas – efeito do álcool – e alegres caminhando e rindo em direção ao relógio, ficou com certo receio de prosseguir até o mesmo lugar que elas. Quis voltar para sua sacada e olhar tudo de lá, comemorar sozinha. Mas se conteve e se pôs a caminhar em direção ao povão por null.
Seu relógio agora marcava 23h54pm, o horário tão esperado estava chegando e ela não sabia o que fazer direito. 
Continuou caminhando e parou assim que ficou perto o bastante para aproveitar. 
Os sapatos, mesmo que por pouco tempo em pé, já machucavam seus pés. Ela então se sentou no meio fio mesmo e passou a pensar no que levavam as pessoas a comemorar sempre algo. Oras. Que sentido tinha comemorar a chegada de um ano? 
Você pulava sete ondas, fazia pedidos para todos os santos possíveis, usava branco para trazer paz, verde para trazer esperança e assim sucessivamente, pulava com o pé direito a meia noite para atrair coisas boas pra vida, pulava três vezes com a taça de champanhe na mão, para no outro ano fazer tudo de novo e nunca acontecer nada de melhor.
Sentiu que alguém sentou ao seu lado e virou a cabeça para olhar a pessoa que tinha feito isso. 
- Atrapalho alguma coisa? – um homem, muito bonito por sinal, perguntou.
- Se considerar pensamentos insanos alguma coisa, sim, atrapalha. Mas, como para mim pensamentos insanos não são nada, então, não, você não está atrapalhando nada – ela falou sorrindo fraco para o carinha. 
- Certo. Você está sozinha? – ele perguntou. Parecia interessado.
- Sim, sozinha em pleno ano novo, comum. E você? 
- Sozinho também – ele riu, a mulher tinha um jeito estranho, um jeito inovador. Precisava conhecê-la mais afundo. – Mas, se você aceitar, eu posso ser sua companhia nessa noite nada agradável!
- Aceito o convite. Mesmo você sendo um estranho – ela piscou marotamente para ele o fazendo rir. Concluindo: sim, o champanhe não tinha feito bem.
- Me chamo null e não sou mais um estranho – ele estendeu sua mão para ela que a apertou se apresentando:
- Sou null, sua companhia para o ano novo – eles riram juntos.
Os dois se levantaram percebendo que a contagem regressiva logo começaria.
Um cara passou por eles com duas taças e um champanhe os empurrando levemente, mas deixando com que um pouco do líquido caísse neles. Comemorariam em grande estilo.
10, 9, 8... E a contagem tinha começado.
null olhou para cima, vendo que a grande bola que sempre descia estava prestes a começar seu show. 
6, 5, 4... Olhou para o lado, tinha arranjado uma ótima companhia de ano novo, afinal nunca é bom ficar sozinha em comemorações como essas.
2, 1, 0... E rapidamente ela foi abraçada por null, que desejava um ótimo ano novo e juntamente falava coisas obscenas no seu ouvido, fazendo com que null gargalhasse e se arrepiasse juntamente.
- Que tal eu te convidar para ir até meu apartamento? – ela cochichou berrando para ele, o barulho era muito, os fogos ainda explodiam no céu deixando a vista maravilhosa.
- Eu tenho certeza que eu não vou negar – null disse se aproveitando da situação, afinal não era sempre que se podia ter uma bela mulher como acompanhante de ano novo.
Ela o puxou pela mão e saiu em direção ao seu apartamento no meio daquela multidão, onde as pessoas ainda se abraçavam e brindavam lindamente a chegada de mais um ano, mais um inicio de vidas... Mais um ano, onde tudo seria normal de novo.
Chegou ao seu apartamento e empurrou null para dentro rapidamente trancando a porta e voltando seu olhar para ele que sorria marotamente e se deliciava com a maravilhosa visão que tinha das coxas dela.
- Um estranho tarado! Isso é novidade pra mim – ela gargalhou e seguiu em direção a sua cozinha recolhendo sua taça com o champanhe já quente e dando um longo gole no liquido se sentando na bancada vendo que o belo homem se aproximava.
null abriu espaço entre as pernas da mulher e se encaixou ali roubando a taça dela e se servindo de mais bebida.
- Um estranho tarado e bonito. Assuma! – ele falou galanteador.
- Um estranho tarado, bonito e convencido... É pode ser – null sorriu e emboscou suas pernas na cintura dele o puxando para mais perto.
null passeou sua mão pela lateral do corpo da mulher a encaixando na nuca da mesma, minutos depois. null o olhou nos olhos, mas logo desviou, não queria contato direto, na verdade queria, mas não entre olhares.
O rapaz puxou-a agilmente e encaixou suas bocas iniciando um beijo feroz, rápido e quente, fazendo com que os dois se excitassem fácil, fácil. 
null posou sua mão esquerda na coxa de null enquanto a direita continuava na nuca da mesma, e passou a massageá-la carinhosa e fogosamente.
null rapidamente levou suas mãos até a barra da camiseta branca do rapaz e a levantou, fazendo com que o beijo se quebrasse por meros segundos para ele retirar completamente o pano que cobria o perfeito abdômen e peitoral. O beijo foi iniciado novamente agora com mãos bobas percorrendo ambos os corpos.
Nenhum dos dois imaginava que o ano novo iria ser tão bem recheado quando resolveram sair de casa.
null seguiu uma trilha de beijos pelo maxilar até o pescoço de null assim que largou a boca deliciosa da mulher, dando leves mordidas e chupões por ali, querendo a deixar bem marcada, para nunca esquecer-se do melhor ano novo da sua vida. null imediatamente elevou suas mãos passando a arranhar fortemente as costas nuas do homem a sua frente deixando marcas profundas com suas unhas, sabendo que a culpa era inteiramente da excitação.
Os beijos foram cessando e null desceu a mulher da bancada, abandonando ali a taça com o liquido borbulhante e seguiu, com ela em seu colo e recebendo alguns beijos no pescoço, até o sofá da sala a jogando sem piedade em cima do mesmo e logo se pondo em cima dela, voltando a beijar os lábios deliciosamente carnudos e rosados, com um leve gosto de menta de null.
As mãos habilidosas do rapaz foram até o cintinho que prendia o vestido sob a cintura de null e o retirou rapidamente já puxando o vestido da mesma pra cima e jogando em qualquer canto daquela sala. Rapidamente observou o corpo seminu da mulher embaixo de si e se deixou ficar completamente encantado e excitado com a lingerie preta que a mesma usava, dando um contraste divino com sua pele.
null se sentindo um pouco envergonhada por estar sendo observada puxou o homem pela nuca e voltou a beijar seus lábios explorando calmamente a boca do mesmo, como se tivessem todo o tempo do mundo para terminarem tudo o que estavam começando.,br> E definitivamente, eles tinham.
null desafivelou o cinto do rapaz e o jogou para qualquer lugar logo abrindo a calça dele e deixando com que sua mão abusada entrasse ali dentro e acariciasse o membro já rijo de null por cima do tecido fino da cueca que ele usava. O homem estremeceu diante do toque delicado de null e soltou o ar com dificuldade porque a mulher continuava a acaricia-lo.
null rapidamente se desfez da calça, dos sapatos e das meias e levou toda a sua concentração para os seios fartos de null, que estavam o chamando muita atenção desde que retirou aquele vestido que antes os cobriam. Levantou um pouco null e retirou o sutiã dela logo já abocanhando um dos seios enquanto o outro era massageado por sua mão. null gemia baixinho com os olhos fechados e as mãos novamente arranhando as costas do homem, não tendo mais opções, por sua excitação a deixar tão alucinada.
O homem desceu os beijos pela barriga de null a fazendo contrair a mesma com o toque da boca dele. Os beijos cessaram na barra da pequena calcinha dela que foi arrancada rapidamente dali. null a olhou com luxuria e deixou que o desejo o dominasse levando sua mão até a entrada da mulher a massageando lentamente, fazendo os gemidos de null saírem mais altos e mais pesados.
Sem dó nem piedade ele penetrou dois dedos na entrada encharcada de null a fazendo soltar um gemido alto incentivando ainda mais null que acelerou os movimentos com gosto vendo a mulher se contorcer diante de sua mão habilidosa.
O primeiro ápice de null veio rapidamente deixando-a com as pernas completamente bambas e com disposição para mais uma rodada de prazer. Girou o homem e ficou por cima do mesmo a fim de lhe proporcionar maravilhas, assim como ele tinha feito com ela.
Cuidadosamente retirou a boxer branca, no ritmo do ano novo, dele e observou o membro completamente ereto na sua frente. Sua mão direita envolveu o mesmo e iniciou movimentos de vai e vem lentos e precisos.null gemia e murmurava palavrões e palavras pornográficas para null. A mulher acelerou o ritmo e a outra mão ela apertava a coxa interna dele, deixando suas unhas afundarem ali e mesmo a força que usava nas duas mãos, null só sentia prazer.
O urro de null foi alto quando gozou, mas não foi o suficiente para satisfazê-lo naquela noite. Puxou null para mais um beijo ardente e tateou por sua calça no chão, pegando um pacotinho de dentro do bolso da mesma.
Largando null ele rapidamente rasgou o pacotinho e colocou a camisinha já não suportando mais a vontade de ter aquela mulher possuída de excitação por ele. 
null continuou por cima e sentiu as mãos grandes de null lhe segurarem pelo quadril quando posicionou o pênis dele de encontro a sua entrada. Desceu completamente no colo dele fechando os olhos e gemendo palavras desconexas.
null apertou as nádegas de null enquanto a mesma cavalgava no colo dele sentindo o membro entrar e sair diversas vezes de dentro dela a proporcionando muito prazer, muita satisfação.
- Mais rápido – ele pediu arfando. null um pouco cansada acelerou o movimento deixando null louco.
null tentou beijar null certo, mas foi apenas um encostar de bocas enquanto o movimento continuava em cima dele. null por sua vez segurou no quadril dela novamente e a puxava pra cima e pra baixo necessitado daquilo.
null logo atingiu seu ponto máximo gemendo alto e não parando de ajudar null no movimento para que o ápice dela chegasse rápido, e assim que chegou ela gemeu mais alto ainda deixando seu corpo amolecer e cair em cima do peito nu do rapaz, sem nem ao menos sair da posição.
As respirações estavam ofegantes, os dois estavam suados e cansados. Tinham se conhecido na mesma noite e já estavam transando loucamente como se fossem íntimos.
- Feliz ano novo, novamente – ela murmurou rindo fraco e deu um selinho demorado em null, que logo se transformou em um beijo tranquilo.
- Esse com certeza, foi o melhor ano novo da minha vida – ele disse vendo a mulher sair de cima dele e cair do seu lado. 
Ele se desfez da camisinha e fechou os olhos deixando o cansaço o atingir por completo.
- Com certeza – null apenas disse ao se deixar levar pelo sono, dormindo profundamente.
null apenas esperou isso acontecer e se levantou tomando cuidado e vestindo suas roupas. Anotou o numero de null no próprio celular e também anotou seu numero no celular dela, logo mandando uma mensagem para ela.
Saiu do apartamento silenciosamente com um sorriso estampado no rosto. Esse ano novo ultrapassou suas expectativas.

***

null já tinha acordado e lido a mensagem de null e não parava de sorrir por conta disso, nesse 1º de janeiro tudo parecia mais lindo. O dia estava lindo, a rua estava linda, as flores da sua sacada estavam mais lindas e até ela estava se sentindo mais linda.
Lembrando-se de uma coisa ela largou a xicara de café em cima da bancada e seguiu até o sofá pegando o telefone e digitando o numero tão conhecido de null.
- Isso é hora de ligar null? – o amigo perguntou com a voz grogue.
- Meu ano novo foi maravilhoso! – ela disse comemorando e começando a contar tudo para o amigo.


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